Acompanhar o crescimento e a inovação no mercado de cannabis exige, antes de tudo, uma mentalidade aberta, coletiva e adaptável. Esse setor está em constante evolução, seja pela ciência, regulamentação ou pelo comportamento dos consumidores. Mas inovar não deve significar apenas buscar lucros ou explorar tendências passageiras – deve significar transformar o mercado para que ele seja mais justo, acessível e sustentável. Para se destacar de maneira ética, é essencial estar atualizado, ter uma rede forte de conexões e, principalmente, entender o impacto real que queremos gerar na sociedade.
Eu, Bárbara, não acredito que exista “cannabis medicinal” e “cânhamo industrial” como categorias separadas. Essa distinção foi criada para atender a interesses políticos e econômicos, suavizando a imagem da maconha para que ela se tornasse mais aceitável dentro de estruturas regulatórias conservadoras. No entanto, essa divisão artificial limita a visão sobre o verdadeiro potencial da planta. Sei que a regulamentação faz essa separação com base na composição química e nos diferentes usos da cannabis, mas, para mim, maconha é maconha. O avanço do setor não deve se basear em reforçar essas barreiras, mas sim em desmistificá-las, garantindo que a cannabis seja acessível a todas as pessoas, sem preconceitos ou interesses elitistas. Esse posicionamento é essencial, pois estamos construindo esse mercado do zero e precisamos decidir agora se ele será realmente inclusivo ou apenas mais um setor dominado por poucos.
Outro ponto essencial é a autenticidade. Em um mercado que cresce rapidamente, é fácil se perder em estratégias oportunistas e esquecer o propósito real. As empresas que realmente se destacam são aquelas que possuem identidade, valores sólidos e conexão genuína com as pessoas. Nosso trabalho não é apenas vender produtos, mas transformar a forma como as pessoas se relacionam com a cannabis e com o próprio consumo.
O mercado ainda tem muito espaço para crescer, mas precisamos decidir para onde queremos que ele cresça. Se queremos um setor monopolizado por grandes indústrias ou um setor construído por muitas mãos, com inclusão, acessibilidade e propósito. Eu escolho o segundo caminho.