A Hemp Vegan Brasil LTDA vem a público esclarecer o equívoco cometido pela ANVISA ao incluir nossa marca na lista de produtos proibidos de cannabis em outubro de 2025. A decisão se baseia numa confusão recorrente entre a operação brasileira (hempvegan.com.br), focada em cosméticos naturais, e a operação europeia (hempvegan.health), voltada para produtos de cannabis medicinal.
Sobre o equívoco da ANVISA
São operações totalmente distintas:
- Hemp Vegan Brasil LTDA: Cosméticos naturais, veganos, registrados e conformes com a legislação nacional.
- Hemp Vegan Health: Produtos de cannabis voltados para o cenário europeu e internacional.
Não comercializamos, fabricamos ou importamos nenhum derivado de canabidiol no Brasil. Nossa parceira, Hemp Vegan Health, possui seus produtos incluídos na lista pública da Anvisa para importação excepcional desde 2021, conforme a Nota Técnica nº 39/2021. Estar nessa lista é exigência da própria Anvisa para facilitar o pedido do paciente. Não caracteriza publicidade nem recomendação institucional, apenas transparência e cumprimento da regulamentação vigente.
Conformidade e transparência
Todos os nossos produtos brasileiros:
- Possuem registro e documentação técnica junto à ANVISA quando necessário;
- São formulados apenas com ativos permitidos pelo Ministério da Saúde;
- São livres de CBD, THC ou outras substâncias proibidas/psicoativas;
- Comprovam a transparência por meio de laudos e rastreabilidade, desde o início da comercialização.
📌 Leia também: A Hemp Vegan esclarece notificação da ANVISA sobre o cancelamento do registro de quatro cosméticos.
O padrão de erros burocráticos
O erro da agência já ocorreu outras vezes desde março de 2025, prejudicando a reputação de quem atua com seriedade, como detalhamos em nossa carta pública. Isso revela:
- Ausência de diálogo técnico;
- Medidas punitivas sem análise individualizada;
- Impactos negativos para fabricantes regulares;
- Oscilação motivada por interpretações subjetivas.
Desinformação na imprensa
Lamentamos que alguns portais de notícias tenham reproduzido a decisão sem o devido contexto, levando o público a crer, de forma equivocada, que mais uma vez a Hemp Vegan Brasil atua de maneira irregular no país o que é falso.
- Somos auditados;
- Registramos todos os produtos;
- Comunicamos e protocolamos documentações técnicas;
- Oferecemos apenas produtos naturais e veganos.
Sobre cannabis medicinal no Brasil
A Hemp Vegan Brasil possui pipeline de quatro produtos com fitocanabinoides em desenvolvimento e análise para registro futuro no país, em parceria com laboratório farmacêutico nacional. Todo o conteúdo sobre canabidiol em nosso site é educativo e institucional, e quando o cliente manifesta interesse em conhecer os produtos da Hemp Vegan Health ou de qualquer outro parceiro da operação Brasil, seguimos o mesmo procedimento já reconhecido como precedente pela própria Agência, conforme as diretrizes do Voto nº 192/2023/SEI/DIRE5/ANVISA determina que só é permitido informar sobre produtos de cannabis não registrados se houver barreira de cadastro ou login. Ou seja, o acesso deve ser restrito a pacientes e profissionais de saúde. Essa solução foi definida oficialmente pela própria Anvisa e, por isso, seguimos esse precedente no site para garantir segurança jurídica e respeito às regras do órgão regulador.
Como funciona cannabis medicinal no Brasil
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RDC 660:
A RDC 660 surgiu para regulamentar o acesso à cannabis medicinal no Brasil, atendendo a uma demanda crescente de famílias e pacientes que, desde 2015, recorriam à Justiça para garantir seu direito à saúde. Inicialmente, a Anvisa flexibilizou o controle com a RDC 17/2015, permitindo importações individuais de óleos de cannabis em caráter excepcional. Com o aumento exponencial das solicitações mais de 2.000% em cinco anos , a agência precisou organizar e acelerar o fluxo de autorizações, criando novas resoluções que culminaram, em 2022, na publicação da RDC 660.
A norma consolidou práticas anteriores e estabeleceu um canal formal para que qualquer pessoa física, mediante prescrição e justificativa médica, pudesse importar produtos para uso pessoal, ampliando as opções terapêuticas e reduzindo custos. O principal objetivo da RDC 660 foi imediato e emergencial: salvar vidas, garantir dignidade terapêutica e permitir tratamentos personalizados com diferentes canabinoides, como CBD, CBG e THC, disponíveis em múltiplas formas de administração.
Desde sua implementação, mais de 600 mil autorizações já foram emitidas. O vínculo entre paciente e médico continua central na definição do tratamento, enquanto a Anvisa atua apenas na autorização e fiscalização do processo, sem exigir registro prévio do produto. A agência, no entanto, vem tornando os critérios cada vez mais técnicos e exigindo documentação rigorosa, mantendo a responsabilidade final de aprovação sob a sociedade e os pacientes.
A RDC 660 permanece como a principal porta de entrada para terapias inovadoras no Brasil, consolidando avanços institucionais nas políticas de saúde. Ela representa um marco regulatório que equilibra o acesso à medicina canabinoide com segurança, qualidade e controle, garantindo que pacientes tenham alternativas terapêuticas seguras e efetivas, mesmo frente a pressões econômicas, políticas e industriais.
Este marco normativo reflete a evolução do setor de cannabis medicinal, evidenciando o compromisso do país em ampliar tratamentos que respeitem a individualidade de cada paciente e promovam inovação científica. Ao consolidar regras claras para importação pessoal, a RDC 660 tornou-se referência para políticas públicas de saúde e base para futuras regulamentações sobre produtos à base de cannabis.
No contexto da RDC 660, a Hemp Vegan HEALTH, nossa parceira, oferece produtos orgânicos e naturais de cannabis, feitos por pequenos produtores que amam o que fazem. Somos apaixonados pela planta e acreditamos em cuidado simples, transparente e acessível para quem precisa de verdade.
- RDC 327:
A RDC 327 representa um marco regulatório para produtos de cannabis vendidos em farmácias no Brasil, trazendo critérios rígidos de fabricação, importação e comercialização. Surgiu diante da crescente demanda por tratamentos comprovados e da necessidade de garantir segurança, eficácia e padronização requisitos já consolidados em mercados como Canadá, EUA e Israel. Em vigor desde 2020, a resolução obriga todas as empresas que desejam comercializar medicamentos à base de cannabis a obterem registro sanitário na Anvisa, atendendo aos mesmos padrões de controle de qualidade, rastreabilidade e eficácia exigidos para medicamentos convencionais controlados.
A grande inovação da RDC 327 é abrir o caminho para o acesso imediato do paciente: basta prescrição médica e receita de controle especial para adquirir produtos regularizados em farmácia, sem depender de longos processos de importação. Desde sua implementação, o mercado brasileiro viu um salto: já são mais de 40 medicamentos aprovados, outros 35 aguardando análise, com mais de 288 mil prescrições e R$ 320 milhões em vendas só em 2024.
Além de facilitar o acesso, a regulamentação prioriza a segurança, permitindo que médicos personalizem o tratamento com produtos certificados, em diversas concentrações e formas de aplicação (óleos, cápsulas, sprays, etc). O acompanhamento e o controle oficial minimizam oscilações terapêuticas e garantem segurança clínica ao paciente.
No contexto da Hemp Vegan BRASIL, a RDC 327 marca o nosso compromisso com o futuro da cannabis medicinal no Brasil. Desde 2024 apoiamos o processo de registro de medicamentos, em parceria com laboratórios, porque entendemos que estar nesse caminho traz legitimidade, responsabilidade e abre portas para mais acesso.
- Associações:
As associações de cannabis surgiram no Brasil para suprir o que o Estado e o próprio mercado não ofereciam: acesso democrático, acolhimento e luta ativa pelo direito ao tratamento com qualidade e preço justo. Lideradas principalmente por mães e familiares de pacientes, foram elas que conquistaram as primeiras autorizações judiciais para cultivo e distribuição, promovendo verdadeira transformação social e jurídica, muitas vezes colocando seus próprios dirigentes em risco por desobediência civil.
Organizações como Apepi, AbraRio e tantas outras ajudaram milhares de pacientes que não podiam arcar com importações, estruturando redes de apoio, pesquisa, educação e fornecimento de produtos feitos no Brasil. São entidades sem fins lucrativos que provam na prática, mesmo com pouco recurso e sob judicialização, que o modelo associativo é viável, acessível e empático, garantindo acesso barato ou gratuito a muitos doentes.
Apesar dos avanços, o cenário segue desafiante: o Estado ainda não regulamentou plenamente o cultivo, falta respaldo financeiro, e o lobby das grandes empresas ameaça excluir as associações das políticas públicas. Mesmo assim, seguem crescendo: são mais de 150 entidades, atendendo mais de 90 mil pacientes, pressionando por leis inclusivas e mostrando que a judicialização foi (e é) a única saída para muitos brasileiros que dependem da cannabis medicinal.
Um ponto de atenção é que algumas associações têm cobrado valores próximos aos produtos importados, o que destoa do propósito original do associativismo. Associação existe para reduzir custos de quem não pode pagar por tratamento caro, não para operar com margens similares ao mercado comercial. O movimento associativo precisa lembrar de sua missão social e manter o foco no paciente, não no resultado financeiro.
O mercado de cannabis no Brasil ainda está em construção, combinando esforço regulatório, judicialização e empreendedorismo para ampliar o acesso e garantir segurança ao paciente.
Medidas adotadas
- Reforçamos a transparência e diálogo com reguladores;
- Cumprimos rigorosamente toda legislação de cosméticos;
- Estamos à disposição para esclarecimentos técnicos;
- Mantemos o compromisso com qualidade, segurança e responsabilidade legal.
- Enquanto perdura o impasse da ANVISA sobre os produtos da nossa parceira europeia Hemp Vegan Health, estamos apoiando pacientes para que possam dar continuidade regular aos seus tratamentos, por meio de parcerias com associações juntamente de seus profissionais de saúde, garantindo a viabilidade do uso.
A Hemp Vegan Brasil reafirma seu compromisso com a transparência, inovação e conformidade legal. Rejeitamos qualquer associação indevida com operações internacionais e seguimos firmes no setor brasileiro de cosméticos naturais registrados.
Carta do Gustavo
Perseguição é o preço de quem escolhe ser quem é.
A Hemp Vegan nunca foi apenas sobre cannabis, cânhamo ou maconha. Sempre foi sobre hempoderamento um movimento de consciência, liberdade e coragem para criar um novo modelo de bem-estar.
Desde 2021, quem caminha conosco entende: não estamos aqui para vender um produto, e sim para inspirar uma nova forma de viver. Porque a planta é feminina, é a fêmea que dá flores. E isso diz muito sobre a nossa fundadora, Bárbara Arranz biomédica, empreendedora e mulher que transformou ciência, dor e propósito em uma causa.
Recomendo acompanhar o novo canal dela no Substack. Lá, mais de 2.700 pessoas já leem textos sobre ciência, autocuidado e liberdade que nasceram da mesma força que fundou a Hemp Vegan.
O que vivemos agora não é teoria da conspiração. É lobby, é ruído institucional, é resistência a uma marca que escolheu não se curvar. Não somos o sistema mas compreendemos as regras e, dentro delas, seguimos firmes sem abrir mão de quem escolhemos ser.
Hempodere-se.
H^^MP VEGAN.
H**MP VEGAN.
HEMP VEGAN.
Gustavo Sanchez-Palencia
CoCEO Hemp Vegan Brasil LTDA